Uma introdução ao Método Tipológico de Jung

O fundamento que move esta atual análise é um dos métodos mais empíricos e funcionais da psicologia complexa, “o método tipológico” (1). Para tanto, torna-se fundamental a abordagem dos pontos basilares desta tipologia psicológica para que seja possível a progressão deste estudo. A princípio, o conceito que sedia toda e qualquer discussão a este respeito são as “atitudes psicológicas”. Na obra inaugural de sua psicologia, Tipos Psicológicos,(2) Jung define “atitude” (Einstellung) como “a disposição da psique de agir ou reagir em certa direção”.(3) Empregando a noção de frequência, i.e., participação cada vez mais direta de um ou outro tipo de atitude na consciência, perceptíveis ao Eu, torna-se possível abstrair a noção basilar de “atitudes habituais”.(4) Em seus escritos, a Srta. Toni Wolff sumariza esta ideia como aquela que “determina a totalidade de todos os conteúdos (conscientes) num viés psicológico”, à qual “não é idêntica a outras categorias, como por exemplo, caracterológicas ou morais, ou com classificações condizentes com tipos ocupacionais ou de aptidão”.(5) Em seus textos, além deste basilar termo, o Dr. C. G. Jung também os denominou de “tipos de atitude gerais”, devido a seu caráter genérico.

O conceito de “atitude” puro e isolado é inexistente na prática, visto que a par de sua noção abstrata, há também conceitos que se interrelacionam com ele, a saber, compensação e constelação. O primeiro diz muito acerca da atitude habitual, pois aborda o fato que, para toda atitude consciente, um contrapeso atitudinal, ou como queira o chamar, é realizado no inconsciente, de forma que haja uma tendência psicológica comum ao equilíbrio (o que pode ser comparado a noção de “entropia” na física). Já o último termo, ressalta outro aspecto da “atitude” ao qual Jung chama a atenção, i.e., o ato de ter determinada atitude. Para o autor, isso se dá quando se está “pronto para algo determinado, mesmo que esse ‘algo’ seja inconsciente, já que possuir uma atitude é análogo a uma direção apriorística a algo determinado, seja este presente na consciência ou não”.(6) Paralelamente, em A Dinâmica do Inconsciente(7), Jung define que uma “constelação” é expressa quando “uma situação externa provoca um processo psicológico, consistindo em uma coleta ou fornecimento de certos conteúdos. A expressão ‘estar constelado’ diz que alguém adotou uma ‘atitude’ de expectativa preventiva, a partir da qual irá reagir de forma muito específica”(8). Decerto, poder-se-ia tentar formular um processo linear, do qual o movimento de constelação desencadeia uma atitude que, por sua vez, é compensada pelo inconsciente. Contudo, tal processo se submete totalmente à exigência prática, podendo ser facilmente alterado em escopo para que sirva aos fatos. Neste sentido, resta de clareza apenas a íntima relação que cada movimento apresenta entre si, mas nunca sua ordem ou linearidade explicita.

Diante dessas noções, eleva-se ao método tipológico seu objeto de estudo, os “tipos de atitudes habituais”. Para Jung, seu conceito de “tipos” (typus) deve, igualmente, ser considerado neste plano. Em seu sentido amplo, tal termo refere-se a “um exemplar ou padrão que, caracteristicamente, reflete a natureza de uma espécie ou generalidade”, i.e, trata-se de um modelo geral de atitude.(9) Já em sentido estrito, conforme o método prescreve, separa-se os tipos habituais em duas outras classes, uma destinada à “atitude geral” e outra referente a “atitudes funcionais”. A partir da primeira, abstrai-se um par de atitudes mutuamente complementares e opostas, seguindo a noção de compensação, as quais Jung nomeou de “extroversão” e “introversão”, sendo elas mecanismos das quais o sujeito age ou reage em relação ao objeto.

O emprego do mecanismo de ação e reação subjetiva em relação ao objeto não partem de mera abstração intelectual de Jung, mas sim destacam a participação efetiva de um “processo de adaptação momentâneo”, traço pela qual a consciência é caracterizada. Ambos os princípios atuam como “extremos” habituais, pelos quais o centro é mediado pelo “Eu consciente”. Neste sentido, conforme elucida a Srta. Wolff, a noção de “objeto” atua como “termo coletivo para um (ou mais) conteúdos do ambiente empírico ou mental, além do mundo externo”(10). Enquanto, a noção de sujeito, “refere-se ao indivíduo psicológico, incluindo seu mundo interior psicologicamente objetivo”(11). Nessa ótica, no entanto, é fulcral destacar que por “sujeito”, assume-se um princípio distinto de Eu consciente, na medida em que este último é “condutor e portador, em parte voluntário e em parte involuntário, das atitudes e de seu direcionamento específico”.(12)

O “conteúdo” que flui entre essas extremidades, incluindo o centro com o Eu consciente, é denominado por Jung como “energia psíquica”, i.e., uma abstração dos movimentos dinâmicos entre conteúdos e estruturas psicológicas.(13) Sendo um aspecto quantitativo, a “libido” — como também fora chamada — apresenta vínculo com a atenção, interesse e valorização consciente e inconsciente. Dessa forma, torna-se possível, energeticamente, distinguir uma atitude extrovertida de uma introvertida. Enquanto na primeira o “fluxo energético” parte em direção ao objeto, de forma que, simbolicamente, ele atribui sua alma à realidade objetiva (que está no domínio do objeto); na última, o fluxo energético é recolhido para si, retornando ao sujeito e sua psicologia individual, de forma que, simbolicamente, o objeto soa vivo e influente o suficiente para feri-lo, precisando se defender abstratamente do contato direto com este.

Segundo o princípio da compensação, seja qual tipo de atitude geral desempenhe o habitual da consciência de um sujeito, seu inconsciente atua de forma complementar, assumindo a atitude oposta. Neste sentido, um extrovertido possui um inconsciente introvertido, enquanto um introvertido possui um inconsciente extrovertido. Tal relação entre consciência e inconsciência proporciona um “equilíbrio psicológico”, na medida em que também torna impossível a existência de “tipos plenamente puros”, pois por mais frequente que a atitude extrovertida seja para um determinado indivíduo, jamais abrange a totalidade de seu sistema psicológico. Ainda na introdução de Tipos, Jung enfatiza tal fato ao declarar que “através da compensação, emergem caráteres secundários, ou ‘tipos’, que apresentam uma imagem que é extraordinariamente difícil de decifrar, tão difícil que, decerto, há certa inclinação a negar a existência dos tipos em geral e em crer apenas nas diferenças individuais”.(14)

A figuração excessiva diante desses aspectos “negados” é um traço de pura empiria, pois seu retrato se encontra vivo na contínua relação que a humanidade, incluindo o homem moderno, possui com o inconsciente. É certo que, grande parte desta atitude provém de um sacrifício individual pelo qual aspectos da própria alma (ou psique) são alinhados na relação, majoritariamente, com o objeto.

Essa espécie de “relacionamento sujeito-objeto” remonta ao fato de que “quanto mais longe retorna-se a história, mais torna-se possível ver a personalidade (individual) desaparecendo no embrulho do coletivo”.(15) O combustível para isso, no entanto, tem sido elucidado pela mente moderna como “mecanismo de projeção” e, de forma semelhante, empregada para ressaltar determinada “participação mística” que residiu e reside em relação ao objeto.(16) Em suma, destinou-se ao objeto grande massa de peso subjetivo, de forma que, no remontar da história da humanidade, percebe-se elevada quantidade de conteúdos e fatos psicológicos atrelados a forças externas, pertencentes a um “não-Eu” e, portanto, negligenciadas.(17) Um exemplo prático são os “daimonion” gregos, cuja atividade era tanto a oferta de ajuda quanto a má sugestão. Neste sentido, para um extrovertido, sua introversão poderia desempenhar um papel alheio, como um daimon, e perturbar a consciência que, em sua ótica, pode o ver como algo não pertencente a si mesmo.

Outro aspecto de igual impacto para esse “relacionamento sujeito-objeto” são as “transformações subjetivas”. Em sua obra Arquétipos e o Inconsciente Coletivo(18), Jung explora alguns fenômenos que se relacionam com a “alteração da consciência”, que demonstram certa frequência na vivência psicoterapêutica. Entre eles se destacam a noção de “diminuição da personalidade”, “inflação da personalidade” e “possessão da personalidade”. A primeira refere-se ao fenômeno primitivo da “perda de alma”, visto na “quebra de expectativa” quando uma atitude falha na consciência; a segunda aborda a crença de “possuir o aspecto alheio para si”, de forma que haja uma falsa crença de “”, é o caso que Jung aborda com a “crença da inexistência do não-Eu”. A última refere-se a uma inversão da anterior, aborda a possessão subjetiva pelas qualidades do não-Eu, expressa na obsessão senão na supervalorização e exagero deste. Todos esses fenômenos são grande parte das atitudes que um extrovertido possui em relação a sua introversão e, por meio da projeção, a alguém mais introvertido que este (o mesmo deve ocorrer com um introvertido em relação a sua extroversão).

A par dos tipos de atitudes gerais, também cabe a análise basilar dos “tipos de atitudes funcionais”, ou apenas “tipos funcionais”(19). No método tipológico, esse termo é dado a respectivas funções que desempenham um determinado papel psicológico na adaptação subjetiva. De forma similar, também abrangem uma “hierarquia energética”, formulada sob a ótica da frequência e compensação mútua entre si. Por serem, em parte, funções, deixam de apresentar um mero “modo de agir e reagir frequente” para tornarem-se “ações e reações mentais que perpetuam fundamentalmente as mesmas sob diferentes circunstâncias”(20). Além disso, estas carregam em si certa exclusividade — no campo do direito, seria similar a registros “sui generis” — de forma que, por mais tentador que venha a ser resumir um processo funcional por outro, tal tentativa nunca será totalmente eficaz no que se propõe.

Na psicologia complexa, compreende-se a existência de quatro tipos funcionais, aos quais se separam, arbitrariamente, dois outros grupos: os tipos racionais e os tipos irracionais. O primeiro grupo abrange tipos coordenados e orientados pela “razão” e suas respectivas leis, i.e., usam de critérios, valores e comparações dedutivas para estabelecer sua adaptação ao meio, a essa classe pertencem os tipos pensamento e sentimento. Por outro lado, o último grupo se denomina irracional na medida em que não são anti racionais, mas sim que transcendem as leis de razão e procuram uma relação com o conteúdo dado, ao invés de processá-los, a este grupo pertencem os tipos sensação e intuição. Cada uma dessas categorias funcionais respeitam o princípio da compensação, logo, o tipo pensamento e sentimento se complementam e se opõem mutuamente, da mesma forma como ocorre com o tipo sensação em relação ao tipo intuição.

A descrição de cada natureza funcional exige um plano melhor esboçado. Para a atual discussão, no entanto, a simplificação utilizada por Jung em A Dinâmica do Inconsciente basta para suprir a atual necessidade. Neste escrito, o autor denomina de “sensação” como a função que “comprova que algo existe”, na medida em que realiza uma tradução da realidade sensorial para linguagem psíquica, i.e., as imagens; por “pensamento”, a função responsável pela “interpretação do percebido”, através de uma avaliação descritiva e fria dos conteúdos; por “sentimento”, a função responsável pela “estimação do valor subjetivo que determinada coisa possui para o Eu”, atribuindo-a um valor subjetivo; e a intuição diz sobre o que está implícito para a consciência, sendo uma tradução da realidade interior e arquetípica em imagens para a consciência. Quando um desses determinados tipos é mais frequentemente empregado no processo de adaptação do Eu com seu meio, fala-se de um tipo sensação, tipo pensamento, tipo sentimento ou tipo intuição.

A “hierarquia energética” que existe entre esses tipos funcionais é dada em parte pelo “processo de adaptação” e em parte pela “pressão externa ou interna” — ou necessidade — manifesta em determinado indivíduo. Dessa forma, cada tipo é dotado de determinado peso psicológico — expresso pelo interesse ou energia — de forma que estruturam diversas posições funcionais distintas entre si. Além disso, a relação de oposição complementar entre os pares de tipos exercem grande influência nesse processo estrutural, pois caso um entre os dois tipos funcionais presentes nesta relação seja “privilegiado energeticamente”, seu par é delegado a uma categoria gradativamente inferior ou de menor tensão energética. Dessa forma, ocorre uma oposição também entre os níveis estruturais tipológicos, na medida em que sempre há uma “tensão” e “contratensão” manifesta entre as funções ali dispostas.

Entre as posições funcionais, sempre há um par de tipos que exerce maior influência na adaptação individual, visto a diferença de valor energético entre a faculdade preferida e a “desprezada”. Em Tipos, Jung associa a este par o título “função superior” (“Hauptfunktion”) ao tipo com maior energia e “função inferior” (“Minderwertige Funktion”) para seu oposto complementar e, consequentemente, de menor energia consciente — o que implica sua atividade fora da vontade consciente. Nas descrições originais do texto, no entanto, o emprego de “função superior” e “função inferior” seria, de certo modo, incorreto; tal transcrição ainda sim é funcional, por mais que Jung gostaria de abordar sobre uma “função de maior tensão” e “função de menor tensão”, respectivamente, senão com grau de diferenciação — i.e., conscientização funcional — elevado e limítrofe. O outro par funcional, que devido a não oposição complementar com o preferido, é delegado a uma posição neutra ou relativamente consciente. Jung designa a eles o termo “funções auxiliares” (“Hilfsfunktion”), que pode ser traduzido numa visão energética como “funções de tensão relativa”, senão “funções de tensão moderada”.

O desenvolvimento tipológico, juntamente com a adaptação individual, se dá pela dinâmica energética psicológica. Embasando-se nas teses do século XX, especialmente entre as do psicólogo William James e psiquiatra Pierre Janet, Jung formulou sua própria, e fundamental, perspectiva da consciência, como órgão de efêmera duração, destinada à adaptação individual ao ambiente. Para tanto, as noções de Janet entre os três traços notórios da consciência — direção, concentração e intensidade — são preservadas e adaptadas à finalidade clínica da psicologia, com uma breve mescla dos fatores para a composição da noção primal da consciência, como órgão “unilateral”. Dessa noção, Jung conseguiu explicar algumas falhas metodológicas e “dogmatismos sérios” no campo da filosofia e psicologia antigas e modernas como produtos da “unilateralidade dos pontos de vista individuais”, conforme James já havia o feito em seu mais popular escrito, “Pragmatism”.

A extensa discussão formalizada no primeiro capítulo de Tipos — incluindo a breve introdução — convida o leitor a reflexão crítica sobre concepções universais e o vício unilateral, além de introduzir a reconsideração teórica no que tanto James quanto Jung chamavam de “equação pessoal”. Nesse sentido, a soma ou síntese das faculdades e atitudes da consciência individual — como órgão de adaptação unilateral — constituíram uma forma genérica pela qual um sujeito percebia a realidade e, ainda mais, a compreenderia em essência. A partir disso emerge a noção de “tipo psicológico”, como associação energética entre a atitude geral e função superior de um determinado indivíduo, sendo essa combinação o fruto da interação que o Eu realiza com o externo, o ambiente e a sociedade — por isso, pode vir a ser manifesta em obras e produções materiais e intelectuais. As demais faculdades funcionais, contudo, não são esquecidas nem meramente ignoradas, elas permeiam a atitude habitual de forma inconsciente, como um “não-Eu” psicológico. Grande parte do desenvolvimento dessas funções se dá pelos “resquícios de déficits resultantes da adaptação psicológica, os quais se acumulam no decorrer da vida; através desta deficiência um desarranjo da adaptação se desenvolve, forçando o sujeito em direção a compensação”.

Um determinado “tipo psicológico” refere-se a síntese entre a função superior e uma atitude habitual e, em seguida, a identificação individual com esse produto. Fala-se não mais de um tipo pensamento ou tipo extrovertido, mas de um “tipo pensamento extrovertido”, em que a função superior é o pensamento e a atitude habitual, a extroversão. Consequentemente, a função inferior deste tipo, o par oposto do pensamento, o sentimento, se une com a atitude oposta à consciência, a introversão, e produz um “tipo sentimento introvertido” inferior e inconsciente. Sendo inconscientes, apresentam caráter atemporal, síncrono, infantil, arcaico e inadaptado, cuja tendência maior é a compensação dos exageros e atitudes da consciência. Logo, por mais sentimental e introvertido que seja o inconsciente deste caso, pouco dele vai se preservar em um tipo sentimental introvertido consciente, que opera sua adaptação ao meio com esse tipo psicológico.

Este mesmo tipo pensamento extrovertido, além de seu sentimento introvertido inferior, possui também a possibilidade de desenvolver funções auxiliares, a sensação e a intuição. Por via de regra, todo material e conteúdo na consciência opera com a atitude habitual da mesma, logo, se a sensação e a intuição vierem a serem diferenciadas, elas também, no nosso caso, seriam extrovertidas, da mesma forma que se permanecerem inconscientes, continuaram sendo introvertidas. Naturalmente, as funções auxiliares servem de apoio, menos desenvolvido, para a adaptação, especialmente quando a função superior falha em suas atitudes. O processo de diferenciação pode ser visualizado nas “personas” conscientes, visto serem produtos da “identificação do Eu com as funções superiores”(21). Estas “personas” tem a finalidade de garantir a adaptação e proteção individual (uma espécie de seleção natural de atitudes) e são comumente expressas, como declara a Srta. Wolff, “uma espécie de máscara ou papel que corresponde às normas coletivamente válidas em seu respectivo espírito-da-época”.(22)

A identificação entre um determinado tipo e o Eu consciente é, a princípio, dada inconscientemente: não se sabe quando se ajusta ao fundamento de uma função, e o pensamento que emerge quando se confronta uma identificação sempre é uma dúvida, uma incerteza e um desconhecimento.

Devido a finalidades didáticas, na elaboração dos Tipos, Jung apresenta a síntese de oito tipos psicológicos, contudo, meramente ideais. Esses “tipos puros”, como são chamados pelo autor, são apenas abstrações gerais da individualidade observada na clínica e nada nos dizem sobre a realidade dos objetos narrados. A individualidade, portanto, subjuga a aplicabilidade da idealização de tipos puros e, por isso, é inegável que no trabalho tipológico, é dever do médico tolerar o geral e o individual com iguais pesos, sem supervalorizar um em detrimento do outro.

1 Quem cunhou este termo foi o Dr. Heraclito Pinheiro em seus escritos, em destaque, “O método de Jung”. O termo pode ser ainda mais valorizado se considerar os escritos da Srta. Toni Wolff em seu livro introdutório sobre a psicologia complexa, de nome “Studien zu C. G. Jung's Psychologie”. 2 “Tipos Psicológicos” foi inicialmente publicado em 1921 sob o título alemão “Psychologische Typen”; a tradução usada no decorrer deste texto se refere a edição em inglês, revisada pelo Dr. C. G. Jung, de nome “Psychological Types or, The Psychology of Individuation”, publicada em 1923. A partir deste ponto, ele será referido com o termo “Tipos”. 3 JUNG, Carl Gustav. “Psychological Types or, The Psychology of Individuation”. 1. ed. Inglaterra: Pantheon Books, 1923. 526 p. 4 Este termo não é destacado nos escritos clássicos da psicologia complexa, mas é comumente empregado para se referir a atitudes de maior frequência consciente. 5 WOLFF, Toni Anna. “Studien zu C. G. Jung’s Psychologie”. 3. ed. Suíça: Daimon Verlag, 2008. 82 p. 6 JUNG, Carl Gustav. “Psychological Types or, The Psychology of Individuation”. 1. ed. Inglaterra: Pantheon Books, 1923. 526 p 7 Para melhor precisão dos conteúdos apresentados, fora escolhido a tradução da obra “Die Dynamik des Unbewussten” em espanhol, de nome “La Dinámica de lo Inconsciente”, por Trotta Editorial. 8 JUNG, Carl Gustav. “La Dinámica de lo Inconsciente”. Espanha: Trotta Editorial, 2011. 99 p. 9 JUNG, Carl Gustav. “Psychological Types or, The Psychology of Individuation”. 1. ed. Inglaterra: Pantheon Books, 1923. 612 p 10 WOLFF, Toni Anna. “Studien zu C. G. Jung’s Psychologie”. 3. ed. Suíça: Daimon Verlag, 2008. 85 p. 11 Ibid. 12 Ibid. 13 Jung chama atenção e explica sobre o dilema da “energética psicológica” no primeiro capítulo de sua obra “A Dinâmica do Inconsciente” (CW 8). A leitura deste texto, assim como os capítulos subsequentes, é essencial para um retrato mais fidedigno da tipologia psicológica formulada pelo autor. 14 JUNG, Carl Gustav. “Psychological Types or, The Psychology of Individuation”. 1. ed. Inglaterra: Pantheon Books, 1923. 10 p 15 Ibid. 18 p 16 Diferentemente de Freud, Jung tem outra concepção de “projeção”, a qual muito se relaciona com a noção de “participation mystique” do sociólogo francês Lucien Lévy-Braul. 17 O termo “não-Eu” é extremamente cabível e remonta as contribuições da analista Esther Harding para o campo da psicologia complexa. 18 Para melhor precisão dos conteúdos apresentados, fora escolhido a tradução da obra “Die Archetypen und das Kollektive Unbewußte” em espanhol, de nome “Los Arquetipos y lo Inconsciente Colectivo”, por Trotta Editorial. 19 O fato que resultou na confecção dos tipos funcionais foi uma série de correspondências realizadas entre o Dr. C. G. Jung com seu colega e amigo Hans Schmid-Guizan; tal documento pode ser lido na obra “The Question of Psychological Types”. 20 JUNG, Carl Gustav. “Psychological Types or, The Psychology of Individuation”. 1. ed. Inglaterra: Pantheon Books, 1923. 547 p 21 WOLFF, Toni Anna. “Studien zu C. G. Jung’s Psychologie”. 3. ed. Suíça: Daimon Verlag, 2008. 84 p. 22 Ibid.